Ignorar Comandos do Friso
Saltar para o conteúdo principal
  • A-
  • A
  • A+
 

 Addiction Journal

 
Magazine No.: 1/2004
DO JUNKIE DA “CASTANHA” AO JUNKIE “PASTILHADO” – PARA UMA CARACTERIZAÇÃO

Marcos Paulo Ribeiro

RESUMO
Todos os estudos epidemiológicos apontam para uma estagnação do consumo de heroína e um aumento de toda uma panóplia de drogas novas – algumas bem antigas. Algo está a mudar, algo mudou.
No entanto, andamos todos, nestes últimos anos, muito ocupados com a figura do consumidor de heroína, enveredamos e cumprimos o nosso lugar na disseminação do “Pânico-moral” (Young, 1971 in Machado 2000), na reacção societal enquanto “empresários científicos”, e as “Novas drogas” aqui ao lado. E agora?
Fica aqui um pequeno contributo no sentido de se evitar erros antigos, de evitar-se o “terror interventivo”, pegando nas palavras de Cândido da Agra.
Palavras-chave. Identidade; Estilo de Vida; Junkie; Novas drogas; Velhas drogas; “Pânico-moral”; Deslocação dos padrões de consumo.

 

RÉSUMÉ
Toutes les études épidémiologiques tendent à confirmer une stagnation de la consommation d’héroïne et une augmentation de toute une panoplie des nouvelles drogues – dont quelques-unes sont d’ailleurs passablement anciennes. Quelque chose est en train de changer, quelque chose a déjà changé. Nous continuons, toutefois, à nous centrer essentiellement sur la figure du consommateur d’héroïne, assumant notre rôle d’«entrepreneurs scientifiques» classiques en matière de dissémination de la «panique morale» (Young, 1971 in Machado 2000), en matière de réaction sociétale face à l’héroïne, alors que les «nouvelles
drogues» sont ici, toutes proches de nous. Alors, que faire?
Cette petite contribution prétend éviter les vieilles erreurs et notamment la «terreur interventive», pour reprendre les termes de Cândido da Agra.
Mots-clé: Identité; Style de vie; Junkie; Nouvelles drogues; Vielles drogues; “Panique moral”; Tendances de consommation.

 

ABSTRACT
All epidemiological studies point out to a stagnation of heroin intake and an increase of a diversity of new drugs – some of them, actually, quite ancient.
Something is changing and has changed. And yet, for the last few years we’ve all been very busy with the person of the heroin consumer , we’ve taken the route and did our job in the spreading of the “Moral Panic” (Young, 1971 in Machado, 2000), in a societal reaction as “scientific businessmen”, and the “New Drugs” are right next door. What now?
Here is small contribution for the prevention of old mistakes, of the “interventional terror”, using the words of Cândido Agra.
Keywords: Identity; Life style; Junkie; New drugs; Old drugs; “Moral panic”; Patterns of use.

2004_01_TXT5.pdf
Back